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domingo, 21 de agosto de 2011

Contraponto: Why Environmentalism is Conservative - David Biello

Some politicians seem to have it in for the environment these days. Whether its presidential hopeful Rick Perry denouncing climate science as a quote "cult" or his more moderate peer Jon Huntsman calling for environmental regulations to be put on hold until the economy improves, it's clear that protecting our air, water and other natural resources is no longer fashionable.

But their Grand Old Party actually started environmental protection in the first place. Richard Nixon signed into law most of the nation's landmark environmental laws and founded the Environmental Protection Agency back in 1970.

A bit further back, Teddy Roosevelt founded the national park system, among other efforts to conserve the natural heritage of the United States.

Of course, there are politicians on both sides of the aisle interested in preserving the environment and some conservatives accept the preponderance of scientific evidence on human-caused climate change, like Huntsman. And it's not like Democrats never despoil. Witness the longstanding protection of coal mining by virtually all West Virginia politicians.

But for the moment, some conservatives seem to have forgotten that conservation is inherently conservative.

Fonte: Scientific American

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um novo capitalismo? O manifesto de Haque

Umair Haque parece ser mais um daqueles utópicos. Acredita em justiça social e capitalismo. Não o velho e industrial capitalismo, mas um sistema econômico mais afinado com a sustentabilidade socioambiental e com a distribuição de riquezas. Será possível? Lei a entrevista que deu a Mariana Schreiber, publicada hoje pela Folha de S. Paulo.
O capitalismo está em uma encruzilhada e precisa de reformas profundas para que possa sobreviver. É o que defende o economista norte-americano e colaborador da "Harvard Business Review" Umair Haque, 34, no recém-lançado livro "The New Capitalist Manifesto" (O Novo Manifesto Capitalista) -que ele próprio define como "um manual" para um futuro melhor.
Para Haque, as empresas que terão êxito no século 21 serão capitalistas construtivos -companhias que não causam danos à sociedade, não geram resíduos, desenvolvem produtos a partir da demanda dos consumidores e vendem itens de alta necessidade e baixo custo.
Nenhuma empresa alcançou esse status ainda, afirma, mas algumas já deram os primeiros passos.
Para Haque, a crise de 2008 foi apenas um exemplo do grande desequilíbrio do sistema. Segundo o economista, a absoluta maioria dos governos e empresas continua agarrada aos princípios da era industrial, buscando "extrair valor" -das pessoas, da natureza- em vez de "produzir valor".
Disso resulta um "crescimento estúpido" que, na sua visão, pode ser ilustrado pela recuperação do lucro das empresas nos EUA, apesar de o desemprego permanecer alto e a renda, estagnada.
Veja exemplos no quadro ao lado e confira a entrevista concedida por e-mail.
Folha - O senhor afirma que o capitalismo está numa encruzilhada. Há alguma relação com a crise de 2008?
Umair Haque - A crise de 2008 foi grande e histórica, mas há uma crise subjacente mais profunda. O crescimento global tem desacelerado há décadas, sugerindo que o modelo da era industrial, fortemente dependente da agressão à natureza, ao futuro, à sociedade e às comunidades, está perdendo força.
O problema mais profundo é este: as instituições da era industrial subcontabilizaram os custos reais e supercontabilizaram os benefícios reais. É o que eu chamo de Grande Desequilíbrio -não um evento transitório, como a Grande Depressão, mas uma falha subjacente, fincada no coração do capitalismo, que limita sua capacidade de gerar prosperidade duradoura e compartilhada.
Por favor, explique o conceito "thick value" (valor espesso).
"Thin value" (valor magro) é o que as instituições da era industrial criam: valor que é insustentável e artificial. Hoje, por exemplo, Andy Haldane, diretor-executivo do banco central inglês, diz que os bancos criaram pouco ou nenhum valor real na última década, pois o custo para resgatá-los se igualou ou ultrapassou seus lucros ao longo da década.
"Thick value", em contraste, é o valor que é sustentável e significativo. É o valor real, ganho por meio de benefícios que perduram e se multiplicam. Criá-lo, é claro, não é fácil -é o grande desafio desta década e, talvez, do século.
Qual é o papel da internet na "criação de valor"?
A internet e as redes sociais tornam mais visível, de forma imediata, quando e onde o valor real está sendo criado e onde está apenas sendo extraído. Eles permitem que as pessoas se auto-organizem e se revoltem contra o valor extraído delas.
Quando vimos isso recentemente? No Egito, onde, depois de décadas de extração de valor, jovens marginalizados utilizaram o Facebook e o Twitter para fazer o impensável: em três semanas, derrubar uma ditadura férrea.
Os protestos no Egito começaram com um único homem na Tunísia, um vendedor de frutas tão desesperado que colocou fogo em si mesmo. Parece que hoje uma única voz pode ser amplificada para o berro de milhões de pessoas, que podem mudar o mundo. É um nova ameaça -e uma grande ameaça.
Existem empresas totalmente construtivas hoje?
A maioria das empresas radicalmente inovadoras está apenas dando os primeiros passos para o capitalismo construtivo. Hoje -numa época de estagnação- dar pequenos passos construtivos já é um ato perturbador.
Quão veloz é essa evolução?
Depende. Alguns países podem ser deixados para trás. Por exemplo, os EUA estão se contorcendo, pois protegem ferozmente as indústrias do passado. Alguns já estão avançando, como a Índia, que anunciou planos de incluir custos ambientais no cálculo do PIB, um movimento que remodela incentivos em toda a economia.
E as start-ups (empresas inovadoras, de forte expansão)?
O Vale do Silício não está produzindo muitas start-ups construtivas, mas start-ups que obedecem princípios da era industrial. Os investidores ainda pensam em termos de tecnologia, em vez de novas bases institucionais.
A economia americana está em recuperação?
Os EUA estão se recuperando só em termos de crescimento estúpido. Exemplo perfeito: o PIB está aumentando, e os lucros corporativos estão em níveis recordes, mas há um desemprego crônico, os salários estão estagnados. Em praticamente qualquer dimensão que importa para os seres humanos, a recuperação é uma ilusão.

Um novo capitalismo? Indústria thick value e indústria thin value

Defensor de um novo capitalismo, baseado no desenvolvimento sustentável e na igualdade, Umair Haque esteve no Brasil no TEDxSP. Assista à sua palestra.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os heróis ambientais e os ecochatos

Meio ambiente é um tema atraente. Uma das boas causas que aparentemente fascinam a todos. Poucos não se sensibilizam com o drama das baleias ameaçadas pelos pescadores japoneses. O urso panda pode muito bem ser a estampa da camisa que usamos em nosso dia a dia, demonstrando nosso apoio à sua preservação.
O efeito estufa é uma desgraça humana. Basta ver o calor e o frio extremos, as secas e a chuvas excessivas aqui e na Rússia. Somos todos a favor da defesa das tartarugas que nunca foram nem serão um dia ninjas. Quem pode ser contra o desenvolvimento sustentável?
Então por que resistimos a adotar práticas mais saudáveis para nós e para o meio ambiente? Esquecemos a luz acesa no quarto e, quando nos damos conta, corremos para apagá-la menos pelo eventual desperdício ambiental, mais pelo gasto a mais no fim do mês. Poucos se preocupam em periodicamente revisar o carro para diminuir a emissão de poluentes.
Quem deixa de fazer compra nos supermercados pelo fato de usarem sacos plásticos para embalagem? Muitos certamente até acham bom, pois os empregam para recolher o lixo de casa. É uma forma de reciclagem, enfim.
Quem não sucumbe ao discurso oficial da política e da economia sobre a necessidade de construir mais usinas hidrelétricas sem os cuidados necessários para evitar estragos ambientais e humanos?
É curioso o paradoxo. Defensores de causas ambientais distantes de nós são heróis da resistência. Quando afetam nossos hábitos e interesses, viram ecoxiitas ou ecochatos. E assim vamos tocando nossa vida, reclamando do frio, do calor, da seca e da chuva, sob acusação dessa humanidade que não tem consciência de seu próprio destino e do futuro das novas gerações.