sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Esquerda e direita abrigam parcelas iguais da população brasileira
domingo, 10 de junho de 2012
Sinais exteriores de riqueza e corrupção
O ''jeitão'' dos Filipelli
Cachorrão para a diretoria do BC
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
A eficiência do Estado brasileiro
A produtividade legislativa no Brasil
Pobres e miseráveis
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Reduziu a desigualdade no Brasil?
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Brasil faz 69 em corrupção
O relatório anual da ONG Transparência Internacional, divulgado nesta terça-feira, indica que a percepção de corrupção no setor público do Brasil se manteve inalterada desde o ano passado, embora o país tenha subido em um ranking sobre o tema. A pontuação dada ao país no relatório permaneceu a mesma de 2009 - 3,7 numa escala de zero a dez, em que dez indica que os servidores são percebidos pela população como pouco corruptos e zero corresponde à percepção de corrupção disseminada.
O Brasil ocupava no ano passado o 75º lugar entre 180 países no Ranking de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. Na lista deste ano, em que foram relacionados apenas 178 países, o Brasil ocupa a 69ª posição, juntamente com Cuba, Montenegro e Romênia. Dinamarca, Nova Zelândia e Cingapura, dividem a primeira colocação, com 9,3 pontos.
O ranking da TI mede a percepção de corrupção nos setores públicos dos países, a partir de avaliações de fontes como fundações, ONGs, centros de estudos e bancos de desenvolvimento. A subida do Brasil no ranking seria apenas um reflexo da deterioração de outros países e não deve ser interpretada como um avanço do país, explicou à BBC Brasil Alejandro Salas, diretor regional para as Américas da Tarnsparência Internacional. (BBC Brasil).
Ranking de Percepção da Corrupção 2010 - Destaques
1) Dinamarca, Nova Zelândia e Cingapura - nota 9,3
4) Finlândia e Suécia - nota 9,2
17) Barbados - nota 7,8
20) Reino Unido - nota 7,6
21) Chile - nota 7,2
22) Estados Unidos - nota 7,1
24) Uruguai - nota 6,9
25) França - nota 6,8
30) Espanha - nota 6,1
31) Portugal - nota 6,0
69) Brasil - nota 3,7
105) Argentina - nota 2,9
146) Haiti - nota 2,2
164) Venezuela - nota 2,0
175) Iraque - nota 1,5
176) Afeganistão e Mianmar - nota 1,4
178) Somália - nota 1,1
segunda-feira, 7 de junho de 2010
ONU: Brasil deve acabar com o trabalho escravo
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
7 de 7mbro
Mas é 7 de 7mbro. E com Dunga, contra Dunga e apesar do Dunga, sou mais Brasil. ===========================================================
Com intenção puramente educativa e cultural, divulgo o texto do médico, psicoterapeuta, neurocientista, escritor, artista plástico, mestre em artes pela ECA-USP e doutor em linguística pela Universidade de Toulouse-Le Mirail, (de onde?. Da França), Cláudio Guimarães dos Santos "Independência ou morte?", publicado na FSP deste 2009/7/7.
EM VEZ de um risonho verde-amarelo, os que têm olhos para ver deveriam pôr-se de luto neste mês de setembro. É bem verdade que existem os que já sonham com a fartura do pré-sal. Pois dele abusam, de forma eleitoreira, os publicistas do governo que só faltam profetizar, como fez o Conselheiro, que o sertão vai virar mar.
É bem verdade que boa parte da classe média se regozija com os carrinhos "zero" e com as viagens a Miami que agora são possíveis pelo valor baixo do dólar -esse mesmo que corrói as nossas exportações. É bem verdade que os humildes comemoram a sua ascensão -da classe Z à X- graças ao Bolsa Família, que apenas perpetua o triste clientelismo que nos legou, entre outros, o pai dos pobres Getúlio Vargas (que alguns tentam imitar).
Poucos, porém, se recordam dos tributos que nos escorcham a quase todos, uma vez que os poderosos, esses fazem o que querem, como ficou muito claro no "affair" Lina/Dilma e no caso Palocci. Para uns, resta a quebra desavergonhada dos sigilos bancários. Para outros, sorriem os fóruns privilegiados.
Esquece-se amiúde que a democracia brasileira é capenguíssima, que os que votam, na maioria, são eleitores de curral, ainda que de um curral novíssimo -eletrônico e televisivo. Por meio dele, os marqueteiros, essa excrescência da sociedade pós-moderna, fabricam os novos eleitos, manipulando a opinião de quase cidadãos, os quais sucumbem, sem resistência. Os cinco séculos de abandono e deseducação, patrocinados, sobretudo, pelos "coronéis de m..." e pelos "cangaceiros de terceira categoria" -para nos servirmos de termos em voga no Senado-, é que os deixaram assim: omissos, submissos, meras vaquinhas de presépio.
Raríssimas são as vozes que se erguem para dizer que há um Brasil legal (e perfumado) e um Brasil real (e fedorento); que a Justiça tarda e falha indecorosamente; que avançamos, a galope, para um caudilhismo plebiscitário tipo Chávez; que o governo tenta, a todo custo, atar as mãos do Ministério Público, uma das poucas instituições das quais (ainda) podemos nos orgulhar; que a representatividade dos eleitos é uma lorota; que a coerência ideológica dos partidos é nenhuma, sobretudo a do finado PT, que tantas saudades deixou do tempo em que abraçava as causas populares.
À nossa volta, o que sentimos é uma gosma asquerosa que extravasa (aos borbotões) precisamente das bocas em que apenas a verdade deveria ressoar, que contamina quase tudo o que se vê, o que se ouve e o que se pensa. Num tal estado lastimável, só nos resta, talvez, sonhar.
Que maravilha se ouvíssemos de certos advogados que eles não mais contribuiriam, com sua astúcia, para que os endinheirados permanecessem impunes.
Que maravilha se as faculdades de direito só parissem tribunos vibrantes -combativos como os Gracos e éticos como Sócrates-, em vez de nos entupir com bacharéis ignorantes, vários deles arrivistas e venais.
Que maravilha se os senadores, em vez de suprimir o Conselho de Ética, tivessem um insight moralizante e assumissem inteiramente os seus crimes. Como seria belo ver a tribuna do Senado, tantas vezes enxovalhada, refulgir com as confissões dos pecadores contritos.
Que maravilha se os nossos caras-pintadas tomassem de novo as ruas, exigindo nada menos que as cabeças dos canalhas que envergonham a nação, em vez de se perderem em bebedeiras ridículas, em competições de aprendizes ou em grevezinhas uspianas, anódinas e burocráticas.
Que maravilha se os intelectuais dos anos 70, antes tão progressistas, novamente se arriscassem para lutar contra a ditadura que célere se aproxima, em vez de se agarrarem às tetas estatais ou de ficarem em casa gozando indenizações. (E como seria coerente se as tivessem doado, tão logo recebidas, ao "lumpenproletariat".)
Que maravilha se os imortais da academia, num gesto vivo e nobre, repudiassem, veementes, os que denigrem o país, mesmo que um seu semelhante estivesse entre eles. (Que não exista na ABL nenhum genial defunto-autor, como Brás Cubas, com isso ninguém se espanta. Mas que lá haja tantos autores-defuntos, isso dá o que pensar. Pois somente os mortos conseguem ficar calados ante a tragédia imensa que se abate sobre nós.)
Apenas sonhar, porém, não nos levará muito longe. Vemo-nos, assim, ainda que muitos não o queiram, condenados a agir e a nos insurgir contra esse silêncio incompreensível dos bons. Cabe-nos, portanto, a difícil decisão: o que queremos, afinal, para o Brasil?
==========================================================
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada, não se esqueça, Brasil!


