sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Esquerda e direita abrigam parcelas iguais da população brasileira
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A miséria dos intelectuais
Platão foi quase em serviçal de Dionísio de Siracusa. Na condição de preceptor de seu filho, passou por poucas e boas. Maquiavel se esqueceu de seu projeto de um bom governo, para devotar carinho e O Príncipe à casa dos Médici. Grócio também trocou seu ideário republicano pelas cortes do absolutismo francês. Rousseau e seu desafeto Voltaire dependiam de favores da elite parisiense para frequentarem os salões e as festas. Claro que, vez ou outra, sobretudo Voltaire ironizava aqueles que o incluíam nas listas de convidados. Pobre compensação.
Hegel saudou efusivamente Napoleão, quando as tropas francesas invadiram a Prússia. Era sinal de manifestação do espírito absoluto ou de puro oportunismo? Há divergências, embora, por comodidade, prefira a primeira versão. Schmitt e Heidegger bajularam as autoridades nazistas. Não se limitaram a dar apenas apoio às ideias e ao projeto de poder. Sartre teria padecido do mesmo mal em relação a Mao e a Stalin.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Essa política de cada dia
Muitos fogem da político como do diabo... continue a ler aqui
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A herança maldita do admirável mundo virtual
A conta do almoço tem sido, todavia, salgada. (continue a ler aqui)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Há uma teoria libertária do poder?
1. O poder como 'capacidade de' ou "conjunto dos efeitos dos quais um agente dado, animado ou não, pode ser a causa direta ou indireta. É interessante que, desde o início, o poder se define em termos relacionais, na medida em que, para que um elemento possa produzir ou inibir um efeito, é necessário que se estabeleça uma interação.”
2. O poder como assimetria nas relações de força sociais
3. O poder como estruturas e mecanismos de regulação e controle. "Refere-se às estruturas macro-sociais e aos mecanismos macro-sociais de regulação ou de controle social. Fala-se, neste sentido, de ‘instrumentos’ ou ‘dispositivos’ de poder, de ‘centros’ ou de ‘estruturas’ de poder, etc.”
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Novo livro de Amartya Sen: The Idea of Justice
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Brasil faz 69 em corrupção
O relatório anual da ONG Transparência Internacional, divulgado nesta terça-feira, indica que a percepção de corrupção no setor público do Brasil se manteve inalterada desde o ano passado, embora o país tenha subido em um ranking sobre o tema. A pontuação dada ao país no relatório permaneceu a mesma de 2009 - 3,7 numa escala de zero a dez, em que dez indica que os servidores são percebidos pela população como pouco corruptos e zero corresponde à percepção de corrupção disseminada.
O Brasil ocupava no ano passado o 75º lugar entre 180 países no Ranking de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. Na lista deste ano, em que foram relacionados apenas 178 países, o Brasil ocupa a 69ª posição, juntamente com Cuba, Montenegro e Romênia. Dinamarca, Nova Zelândia e Cingapura, dividem a primeira colocação, com 9,3 pontos.
O ranking da TI mede a percepção de corrupção nos setores públicos dos países, a partir de avaliações de fontes como fundações, ONGs, centros de estudos e bancos de desenvolvimento. A subida do Brasil no ranking seria apenas um reflexo da deterioração de outros países e não deve ser interpretada como um avanço do país, explicou à BBC Brasil Alejandro Salas, diretor regional para as Américas da Tarnsparência Internacional. (BBC Brasil).
Ranking de Percepção da Corrupção 2010 - Destaques
1) Dinamarca, Nova Zelândia e Cingapura - nota 9,3
4) Finlândia e Suécia - nota 9,2
17) Barbados - nota 7,8
20) Reino Unido - nota 7,6
21) Chile - nota 7,2
22) Estados Unidos - nota 7,1
24) Uruguai - nota 6,9
25) França - nota 6,8
30) Espanha - nota 6,1
31) Portugal - nota 6,0
69) Brasil - nota 3,7
105) Argentina - nota 2,9
146) Haiti - nota 2,2
164) Venezuela - nota 2,0
175) Iraque - nota 1,5
176) Afeganistão e Mianmar - nota 1,4
178) Somália - nota 1,1
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Soberania segundo Derrida e Foucault
In his final publication Derrida argues for a rather wide notion of the concept of sovereignty. Sovereigns are not only public officers and dignitaries, or those who invest them with sovereign power – we all are sovereigns, without exception, insofar the sovereign function is nothing but the rationale of all metaphysics, anchored in a certain capability, in the ability to do something, in a power or potency that transfers and realizes itself, that shows itself in possession, property, the power or authority of the master, be it the master of the house or in the city or state, despot, be it the master over himself, and thus master over his passions which have to be mastered just like the many-headed mass in the political arena. Derrida thinks the sovereign with Aristotle: the prima causa, the unmoved mover. It has been often remarked that philosophy here openly reveals itself as political theology. Derrida thus refers to the famous lines of the Iliad, where Ulysses warns of the sovereignty of the many: \"it is not well that there should be many masters; one man must be supreme – one king to whom the son of scheming Saturn has given the scepter of sovereignty over you all.\"
This means that all metaphysics is grounded on a political imperative that prohibits the sovereignty of the many in favor of the one cause, the one being, the arche (both cause and sovereignty), the one principle and princeps, of the One in the first place. The cause and the principle are representations of the function of the King in the discourse of metaphysics. Derrida, however, does not only
Leia na íntegra: BALKE, Friedrich. "Derrida and Foucault On Sovereignty". German Law Journal, v. 6, 2005, p. 71-85
terça-feira, 6 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Jürgen Habermas: palestra sobre direito internacional
sábado, 26 de junho de 2010
Novo livro de Ronald Dworkin: Justiça para Ouriços
A academia está ouriçada à espera do novo livro de Dworkin, a ser publicado pela Belknap Press of Harvard University Press, em janeiro de 2011: Justice for Hedgehogs. No livro, Dworkin defende a unidade de valor contra a "várias causas folclóricas": o ceticismo, o valor do pluralismo de valores, os conflitos de valor, e, em particular, a suposta oposição entre os valores de auto-interesse e da moralidade pessoal e política.
O filósofo defende a integração da ética (dos princípios que orientam os seres humanos como viver bem) e da moral (os princípios que os orientam como devem tratar as outras pessoas), e por uma moral de autoafirmação, contra uma moral de autoabnegação. Ou entre as condições indispensáveis de viver bem - dignidade, autorrespeito e da autenticidade - e os nossos deveres morais para com os outros. Ele também argumenta que o direito é um ramo da moralidade política que por sua vez é espécie da moralidade mais amplamente compreendida. 


